A vantagem de ter uma ‘Ferrari’ como aparelho auditivo

família-reunidaPara algumas pessoas, um aparelho auditivo repleto de recursos, seria uma ‘ferrari’: um equipamento caro e pouco funcional para o dia a dia. A fonoaudióloga Mônica de Sá Ferreira, que também é mestre e especialista em Audiologia, esclarece, neste artigo, porquê investir num aparelho auditivo de alta tecnologia traz muitos benefícios ao usuário.

“Trabalho com aparelhos auditivos há 18 anos e me incomoda, nos dias de hoje, essa comparação com ‘Ferrari’ – um objeto de desejo e que traz mais status que benefícios. Vamos parar pra pensar numa coisa: o que encarece um aparelho é a sua capacidade de “limpar” o ruído dando ênfase à fala, com alto nível de personalização. Diante disso, me pergunto “quem não precisa dessa ajudinha da tecnologia?”.
Aquele senhorzinho que tem déficits cognitivos associados e que sua única diversão é o almoço de domingo com a família, a televisão, um telefonema, um passeio de carro com os netos e uma boa música é quem, provavelmente, mais precisa!

A indústria tem investido cada vez mais para trazer máxima inteligibilidade em diferentes ambientes acústicos. Em trazer conforto para que o usuário fique o maior tempo possível com o mínimo de esforço possível, garantindo que sua atenção possa ser compartilhada com outras tarefas.

Então, na minha opinião, os portfólios “Avançado” e “Premium”, conhecidos em algumas empresas como níveis de performance 3, 5 e 7; 300, 500 e 700; 50, 70 e 90; 40, 60 e 80 e por aí vai, são indicados para todos.

Já os portfólios “Essencial”, “Básico”, “Intermediário” (ou qualquer outro nome semelhante) visa a atender um público que não quer ou não pode investir na sua reabilitação auditiva.

A maioria dos aparelhos “Avançados” e “Premium” são desenvolvidos para atividades nas quais o usuário terá mais facilidade em conversar em tipos de ambientes corriqueiros, como um restaurante, supermercado, padaria, dentro do carro, em casa com duas pessoas e uma TV ligada etc.

Quando me perguntaram “e com qual marca você acha que eu devo usar?”, a única resposta que me ocorre é que os pacientes devem procurar um especialista e experimentar a tecnologia que mais atende à sua necessidade, pois isso é muito particular e depende das características pessoais e demandas auditivas de cada um.”

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Juliana Tavares

Juliana Tavares é jornalista, empreendedora, editora de conteúdo e diretora de atendimento da j2 Comunicação. É, ainda, colaboradora da Eaxdesign, em portais de negócios, comportamento, inclusão social e turismo.

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