Saiba porquê os operadores de call center têm maior risco de sofrer perda de audição

O setor de call center cresceu de maneira rápida no Brasil, transformando-se no maior empregador na área de serviços. A grande maioria dos funcionários é jovem, terminou o ensino médio ou cursa uma universidade, mas, por passarem de seis a oito horas usando fones de ouvido unilaterais, têm maior risco de sofrer perda de audição.

A PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído) é um mal que pode atingir todos os trabalhadores expostos a sons acima de 80 decibéis (dB). Pode ser considerada uma doença ocupacional e vem chamando a atenção principalmente dos médicos otorrinos e fonoaudiólogos. A Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) aponta que cerca de 35% das perdas da audição no país são consequência de sons intensos presentes no ambiente de trabalho.

Um dos motivos para o alto índice de perda auditiva entre operadores de call center está o mau uso do headset –  tipo de fone utilizado no telemarketing. Muitos profissionais dizem que não fazem revezamento de ouvido por hábito, por sentirem maior conforto em determinada orelha ou, ainda, por terem a sensação de ouvir melhor de um lado do que de outro. Além disso, a maioria dos funcionários de call center prefere aumentar o volume do headset para ouvir melhor o cliente, visto que normalmente o ambiente de trabalho é bastante ruidoso. Estudos comprovam que muitos desses trabalhadores desenvolvem primeiro perdas auditivas unilaterais progressivas, tornando-se depois bilaterais.

Como operadores de telemarketing podem evitar a perda auditiva:

  • O operador de telemarketing precisa sempre fazer o revezamento do fone do ouvido.
  • Dar pausas de pelo menos 10 minutos para cada hora de trabalho.
  • Manter o volume do headset baixo, em torno de 60 decibéis.
  • Realizar exames audiométricos anualmente para checar o nível de audição.

O que fazer depois que de comprovada a perda auditiva:

A perda auditiva é gradual e progressiva. Por isso, assim que é comprovada, uma das soluções é o utilizar aparelho auditivo.

Depois de procurar o médico otorrinolaringologista, cabe aos fonoaudiólogos indicar qual tipo e modelo de aparelho atende às necessidades do paciente. Atualmente, há uma diversidade de aparelhos auditivos, pequenos e discretos, e com altos recursos tecnológicos. Não adiar o tratamento é a melhor maneira de evitar perder qualidade de vida por precisar se esforçar para ouvir bem.

 

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Juliana Tavares

Juliana Tavares é jornalista, empreendedora, editora de conteúdo e diretora de atendimento da j2 Comunicação. É, ainda, colaboradora da Eaxdesign, em portais de negócios, comportamento, inclusão social e turismo.

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