Região Metropolitana de Sorocaba pode ter mais de 75 mil pessoas com problemas de audição

Vanessa- GardiniA exposição a ruídos elevados é uma realidade comum no cotidiano, não só de grandes cidades, mas também no interior. Trânsito, canteiros de obras, trabalho em indústrias. Tudo isto faz parte da nossa vida, mas nem nos damos conta do quanto é prejudicial à audição. Este é um cenário preocupante, pois a exposição a ruídos altos pode causar consequências irreversíveis aos ouvidos. Dados recentes revelados pela Organização Mundial da Saúde dão conta de que haja, no mundo, cerca de 120 milhões de pessoas com algum déficit de audição.

De acordo com um levantamento feito pela Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos Siemens , com base nos dados da OMS, a , onde estão inseridos 26 municípios, há mais de 75 mil pessoas com problemas auditivos. Segundo a fonoaudióloga Vanessa Gardini, a cada dia, aumenta mais o número de pessoas com problemas auditivos, pois praticamente todos os lugares apresentam níveis elevados de ruídos. “Seja no trânsito, no trabalho, ou em um restaurante, é como passar o dia todo no sol, sem protetor. A pele irá queimar e, alguns anos depois, pode surgir um problema mais sério. Com a audição não é diferente. Longas exposições a ruídos altos podem prejudicar a audição no longo prazo”, alerta.

Tamanha gravidade do caso fez a OMS considerar a poluição sonora, que é o excesso de barulhos altos nas cidades, um problema de saúde pública a ser considerado por governos e órgãos de saúde do mundo todo. “O primeiro passo foi dado, que é o de reconhecer a gravidade do problema. Agora, precisamos de conscientização e criação de politicas públicas para evitar, ou diminuir, a incidência de ruídos altos nos ambientes. Uma possibilidade é a criação de leis que regulamentem o volume máximo da música em bares, casas noturnas e shows. Se um operário é obrigado, por lei, a utilizar protetores auriculares ao trabalhar em ambientes ruidosos, então, por quê em uma balada não há nenhuma forma de controle, ou preocupação com a audição?”, questiona a fonoaudióloga.

A audição humana pode suportar um limite máximo de 70 decibéis, sem danos às estruturas internas dos ouvidos. “Caso este limite seja ultrapassado, o risco de haver perda auditiva é grande”, alerta Vanessa.

O estudo da OMS também divulgou o tempo máximos de exposição a ruídos elevados, sem que haja danos à audição:

1)        Andar de carro no trânsito barulhento (85db): até 8h diárias;

2)        Operar cortador de grama ou aspirador de pó (90db): até 2h30 diárias.

3)        Caminhar por uma avenida movimentada (95db): até 50min diários.

4)        Andar de ônibus ou metrô (100db): até 15min diários.

5)        Ouvir música no fone de ouvido com volume máximo (105db): até 4min diários.

6)        Frequentar baladas ou shows (110db a 120 db). Não há limites seguros de exposição.

É claro que é praticamente impossível não se expor a estes ruídos, ou deixar de frequentar bares, ou casas noturnas. Mas sempre é possível ter alguns cuidados que podem preservar a audição. “Um truque que diminui um pouco a exposição a ruídos é utilizar um protetor auricular de silicone. Eles são pequenos, confortáveis e discretos, além de serem encontrados em qualquer farmácia. Mas, o ideal mesmo é sempre procurar evitar lugares barulhentos e consultar um médico especialista periodicamente, para acompanhar a saúde dos ouvidos”, conclui.

Fonte: Pró-Ouvir Aparelhos Auditivos Siemens (Rua Dr. Arthur Gomes, 552, Centro, Sorocaba). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3231-6776.

 

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Juliana Tavares

Juliana Tavares é jornalista, empreendedora, editora de conteúdo e diretora de atendimento da j2 Comunicação. É, ainda, colaboradora da Eaxdesign, em portais de negócios, comportamento, inclusão social e turismo.

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