O problema do desperdício de bateria

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental, os americanos compram cerca de três bilhões de baterias a cada ano para alimentar dispositivos domésticos comuns, incluindo rádios, brinquedos, telefones e computadores. Este volume cria quase 180 mil toneladas de resíduos de bateria que são reciclados ou acabam em aterros sanitários, onde podem jogar produtos químicos tóxicos no solo e no abastecimento de água.

Enquanto este número é assustador por si só, vivemos em um mundo alimentado por bateria, e nossa necessidade está crescendo. Globalmente, a demanda de bateria deverá subir 7,7% até 2019.

Embora o aumento da demanda seja ótimo para os fabricantes de baterias, o design do produto está causando novos problemas para a indústria de reciclagem. Como a tecnologia continua a exigir mais energia de baterias menores, problemas como reciclabilidade, volume de resíduos e segurança exigem mais inovações e opções de engenharia de bateria e química.

Os custos com segurança e fabricação estão criando um problema de reciclagem de produtos em fim de vida. Isso pode ter enormes implicações negativas. Ou seja, as baterias em dispositivos portáteis estão sendo cada vez mais coladas e/ ou seladas em seus produtos, tornando a desmontagem cara, senão impossível.

De acordo com um artigo recente do CEO e do Presidente Carl Smith, da Call2Recycle, essa tendência no design de produtos, tanto em produtos portáteis como em outros eletrônicos comuns, ajuda a diminuir os custos de fabricação e reduz o peso do produto. As baterias seladas também fornecem uma camada adicional de segurança da bateria para o consumidor, mas, como observa Smith, o fato da desmontagem ser proibida, cada vez mais produtos inteiros projetados dessa forma estão terminando em aterros sanitários. Os resultados são menos oportunidades para a reciclagem de todos os vários componentes em uso e maiores oportunidades de desperdício de bateria para atuar como contaminante do aterro sanitário.

Duas baterias recarregáveis podem substituir até duzentas baterias descartáveis de tamanho equivalente em aterros sanitários. Por esse e outros motivos, a indústria de aparelhos auditivos vem investindo há mais de 10 anos nessa solução. Essa semana, foi divulgado, nos principais meios de divulgação da área, que mais um fabricante aderiu à tecnologia dos aparelhos auditivos com opção de baterias recarregáveis. Hoje, praticamente todas as principais marcas possuem, pelo menos, um modelo em seu portfólio , entre elas a Signia/Siemens. Que essa novidade se torne cada vez mais popular no Brasil!

Mônica de Sá Ferreira é fonoaudióloga. mestre e especialista em Audiologia.

 

Um trânsito mais inclusivo começa pela educação dos condutores
The following two tabs change content below.

Juliana Tavares

Juliana Tavares é jornalista, empreendedora, editora de conteúdo e diretora de atendimento da j2 Comunicação. É, ainda, colaboradora da Eaxdesign, em portais de negócios, comportamento, inclusão social e turismo.

Últimos artigos por Juliana Tavares (Ver todos)

 
 

Sobre nós


O portal Deficiência Auditiva foi idealizado por uma equipe de profissionais preocupada em alertar a população sobre aspectos relacionados à deficiência auditiva.

Nossas Rede Sociais