Conheça os 4 principais males que a poluição sonora provoca na saúde

Todos os dias pessoas estão expostas a diversos tipos de ruídos, como motores e buzinas de carros, construções, música alta e eletrodomésticos que acabam colocando a saúde auditiva em risco.

Além da intensidade máxima de som considerada segura para o ouvido (85 decibéis) ser facilmente alcançada em diferentes situações do nosso dia a dia, outro fator importante para o prejuízo que o barulho pode causar para a audição é o tempo de exposição. Sons de 85 a 90 dB, os quais são comuns, se tornam nocivos depois de oito horas de exposição constante.

Pesquisas mostram que o ruído acima do limite, além de problemas de audição, pode causar ansiedade, nervosismo, insônia, hipertensão e até mesmo impotência sexual.

Ficar exposto a barulhos externos ou internos frequentes pode ocorrer em qualquer lugar, mas é no ambiente profissional que isso mais acontece. Quem fica submetido a barulhos intensos por muito tempo não demora a apresentar sintomas, como zumbidos, sensação de estar com os ouvidos tapados e ouvir sons abafados – e as lesões auditivas que ocorrem progressivamente, são muito difíceis de serem revertidas.

Veja a seguir 4 males que podem ser desencadeados pela poluição sonora, e quais são as principais armadilhas do dia a dia que expõem o organismo aos altos índices de barulho.

1. Alterações do sono

Segundo artigo publicado por uma empresa especializada em tratamento acústico, o barulho começa a prejudicar o sono a partir de 30 decibéis. Mas, quando o som ultrapassa os 65 decibéis, 40% do tempo do sono profundo, responsável pela recuperação física, mental e psicológica, é perdido. As consequências de uma noite ruim, todos já conhecem, não é mesmo? Desatenção, sonolência e baixo rendimento são os companheiros do dia seguinte.

2. Perda da capacidade auditiva

Um dos primeiros sintomas é o zumbido nos ouvidos que, com o tempo, pode afetar o indivíduo de outras formas além da dificuldade auditiva, causando distúrbios de atenção, ansiedade, insônia, depressão, baixo rendimento escolar ou no trabalho.

Outras exposições frequentes podem ser indicativas de riscos para a audição, como o uso constante de fones de ouvido, frequentar casas noturnas e até mesmo academias que fazem uso do som alto para estimular os alunos.

3. Hipertensão

O excesso de ruído contribui para aumentar a pressão arterial, mesmo durante o sono. Barulhos vindos da rua, provocados por buzinas e motores de veículos, aeronaves, contribuem para situações de hipertensão.

4. Doenças cardiovasculares

De acordo com um estudo sobre as Doenças do Excesso de Ruído Ambiental da Organização Mundial da Saúde (OMS), milhares de pessoas acabam perdendo anos de vida saudável devido à exposição crônica ao barulho a que são submetidas diariamente. As doenças cardiovasculares estão entre as que mais se relacionam com a exposição continuada à poluição sonora no trânsito, e causam 200 mil mortes por ano em todo o mundo.

O estresse crônico originado pelos ruídos desencadeia a liberação de hormônios, como a epinefrina (adrenalina) e o cortisol, que provocam complicações como a hipertensão, trombose, ataques e paradas cardíacas. Os riscos começam quando há exposição prolongada a uma intensidade sonora de 50 decibéis, o equivalente aos ruídos de um restaurante cheio no almoço.

Pessoas que se submetem com frequência a barulhos intensos não demoram a apresentar sintomas de problemas de saúde. Por isso, o barulho é um mal que deve ser controlado em todas as situações da vida, seja em casa, na rua, na escola, no trabalho e até no lazer.

 

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Juliana Tavares

Juliana Tavares é jornalista, empreendedora, editora de conteúdo e diretora de atendimento da j2 Comunicação. É, ainda, colaboradora da Eaxdesign, em portais de negócios, comportamento, inclusão social e turismo.

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