Centros de Referência em Zumbido: a importância do aparelho auditivo no tratamento do sintoma

atendimento-ComunicareO portal Deficiência Auditiva sempre recebe mensagens de muitos leitores com dúvidas sobre o zumbido, um sintoma que acomete pessoas de diferentes idades e, segundo os especialistas, pode se apresentar num tom único (mais agudo ou ainda mais grave) e, em poucos pacientes, em mais de um tom (“chiado” e “cigarra”, por exemplo). Muitas destas mensagens são pedidos sobre onde iniciar o tratamento para este problema. Por isso, a Sivantos, uma das maiores fabricantes mundiais de aparelhos auditivos, criou os centros especializados na reabilitação do paciente com zumbido.

Para participar do Programa de Suporte ao Paciente com Zumbido é preciso procurar por um médico otorrinolaringologista para avaliação e diagnóstico do problema. Com um encaminhamento, os especialistas dos centros poderão definir qual é a melhor forma de tratamento para cada caso: o mesmo pode envolver geradores de som, aparelhos auditivos convencionais ou combinados.

Há que se deixar claro. Para se tornar um centro de referência, o estabelecimento precisa seguir protocolos definidos como padrão e estar dentro de normas científicas para o tratamento do paciente com zumbido. “Além dos protocolos serem aplicados diariamente, temos que verificar os resultados positivos junto aos pacientes, o que assegura a qualidade do nosso atendimento”, explica a fonoaudióloga de um dos centros de referência em zumbido da Sivantos, Patrícia Coradini.

Nesta entrevista, ela explica um pouco como funciona um centro de referência em Zumbido. Leia a seguir:

Deficiência Auditiva: O que fazem de vocês serem um Centro de Referência em Zumbido?
Patrícia Coradini: Somos um centro auditivo que trata zumbidos desde 2009, usamos protocolos bem estabelecidos, padronizados em todas as nossas lojas, baseados em publicações científicas. Os pacientes passam por questionários de avaliação e de acompanhamento, além de terem avaliação clínica do zumbido e aconselhamento. Depois, é feito o monitoramento do quadro do paciente. Todo esse cuidado garante uma qualidade superior no tratamento do paciente, que geralmente chega à clínica bastante angustiado.

DA: Por que é tão difícil encontrar clínicas preparadas para tratar ou tentar minimizar o desconforto do zumbido?
PC: Para tratar o zumbido, mais do que estar sempre se atualizando, o profissional que atende pacientes com este tipo de problema precisa estar disposto a ouvi-lo, a fazer um acompanhamento mais de perto, a ter uma dedicação maior. Isso tudo exige mais conhecimento técnico. Então, talvez algumas pessoas não estejam tão dispostas a entrar nesse mundo que exige muita leitura, muita atualização, fazer protocolos, fazer questionários. Talvez por isso haja resistência maior dos profissionais em se capacitarem para trabalhar com esse público.

DA: Como os pacientes que convivem com esse problema devem procurar tratamento?
PC: O primeiro passo é procurar um médico otorrinolaringologista, que vai analisar as causas do zumbido e os possíveis tratamentos, e ver se há algum tratamento medicamentoso ou cirúrgico a ser feito. Após essa abordagem médica, caso não haja sucesso na melhora da percepção do zumbido, entra o tratamento que a gente propõe, que é a terapia sonora.

DA: O que fazer quando o especialista diz que não tem jeito?
PC: Hoje, isso já está diminuindo porque os pacientes estão buscando informações na internet. Há tratamentos para o zumbido e é, sim, possível minimizar esse sintoma desagradável para os pacientes. Mas caso alguém se depare com um profissional dizendo que não tem jeito, a minha recomendação é que procure outro profissional.

DA: Quais os tipos de tratamento vocês oferecem? Explique-os.
PC: Nós oferecemos a terapia sonora, a qual trabalha em duas frentes: na percepção do zumbido e na reação do paciente ao zumbido. São coisas que, apesar de virem juntas, têm tratamentos um pouco diferentes e apresentam resultados muito positivos. O tempo de tratamento é que pode variar muito de um paciente para outro. Tem pessoas que no primeiro mês já tem uma resposta positiva. Outros demoram três meses e outros podem demorar um pouco mais.

DA: Explique como os aparelhos auditivos e de geração de som podem contribuir para minimizar o desconforto do zumbido? De que maneira os pacientes se convencem de qual é a melhor opção de tratamento?
PC: Os aparelhos auditivos geradores de som contribuem para minimizar o desconforto do paciente com zumbido porque eles agem na sua causa. O zumbido é uma percepção interna de um som gerado no córtex auditivo, ou seja, no cérebro do paciente, na área responsável pela audição. A pessoa não recebe nenhum som pelo ouvido, mas o cérebro responde como se estivesse recebendo esse som, porque os neurônios dessa área do cérebro estão com as atividades exacerbadas. Ou seja, eram para eles estarem em repouso, mas eles estão ativos, e isso gera a percepção de um som. O [aparelho] gerador de som produz um som que estimula justamente essas áreas que estão trabalhando de forma alterada. Consequentemente, as células que estão trabalhando de forma alterada vão responder a este estímulo que o [aparelho] gerador de som está provocando. Desta forma, as células param de gerar aqueles sons alterados naquela intensidade toda, porque terão outras atividades para fazer. Esse estímulo contínuo faz com que as células que tinham atividades alteradas voltem à atividade basal, ou seja, passem a responder mais aos estímulos externos, e não trabalhar involuntariamente o tempo todo. Com isso, a gente diminui a geração de zumbido no cérebro, e consequentemente a percepção do zumbido diminui. Essa é uma parte do tratamento. A outra é a reação dos pacientes que sofrem efetivamente com o zumbido.

DA: Como assim?
PC: Temos de mudar a percepção de que aquele som é algo que vai fazer mal para o paciente. O zumbido precisa ser considerado como um som insignificante, a ponto do cérebro poder se desligar da presença dele. Como exemplo, tem o som da geladeira. Ao entrar na cozinha, percebe-se o som do seu motor. Só que, em poucos segundos, meu cérebro percebe que aquele motor não tem significância nenhuma para mim, que ele não é algo nocivo. Se, por acaso, eu começo a prestar atenção nesse barulho, ele pode começar a me irritar e gerar um desconforto muito grande. Com o zumbido é a mesma coisa. Se por algum motivo o paciente prestou atenção nesse zumbido – e ele começou a ser irritante, desconfortante –, é necessário fazer com que ele pare de prestar atenção nele. O [aparelho] gerador de som e as mudanças de atividades comportamentais ajudam a mudar a reação do paciente frente ao zumbido.

DA: Na sua opinião, como será possível conscientizar as pessoas de que a utilização de aparelhos auditivos é a melhor opção para minimizar o desconforto do zumbido?

PC: O que é preciso fazer é divulgar os resultados positivos de tratamento ao zumbido. Aconteceu isso com a prótese auditiva, que, hoje, está muito melhor tecnologicamente falando, que há alguns anos. Hoje, a prótese auditiva é um minicomputador que processa o som e traz o mínimo de desconforto ao paciente. Há dez anos atrás a resistência ao uso da prótese auditiva era maior pois a mesma não era esteticamente agradável e além de amplificar os sons de fala, amplificavam muito o som ambiente trazendo desconforto ao paciente. Com o avanço tecnológico e com as próteses cada vez melhores, a prótese auditiva atualmente consegue devolver a audição sem trazer desconforto. No tratamento de zumbido, quanto mais pessoas forem tratadas, mais o sucesso desse tratamento será disseminado e mais pessoas buscarão este tipo de tratamento.

Comece o ano cuidando do que o incomoda. Encontre o Centro de Referência no Tratamento ao Zumbido da Sivantos mais próximo nos links abaixo:

  • A&R – Belo Horizonte, Ipatinga e Uberlândia/MG
  • ACURYS – Bauru/SP
  • AKOUSIS (Vl. Mariana e Higienópolis) – São Paulo/SP
  • AQUARIUS – Marília e São José do Rio Preto/SP
  • AUDILOG – Campinas e Ribeirão Preto/SP
  • AUDIOMED – Belo Horizonte/MG
  • AUDIOPRIME – Piracicaba/SP
  • AUDIRE – Blumenau e Florianópolis/SC
  • BOREAL – (Santana) São Paulo/SP
  • COMUNICARE – Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina
  • MENTHEL – Recife/PE e Maceió/AL
  • OHREN – Goiânia/GO
  • OTOSIM – Rio de Janeiro/RJ
  • PARAOUVIR – Brasília/DF
  • PRÓ OUVIR – Sorocaba/SP

Contribuiu com essa matéria a jornalista Patrícia Passarelli

Perda auditiva pode levar ao afastamento social
Dicas para preservar a audição
The following two tabs change content below.

Juliana Tavares

Juliana Tavares é jornalista, empreendedora, editora de conteúdo e diretora de atendimento da j2 Comunicação. É, ainda, colaboradora da Eaxdesign, em portais de negócios, comportamento, inclusão social e turismo.

Últimos artigos por Juliana Tavares (Ver todos)

 

Nenhum comentário

Seja você o primeiro a deixar seu comentário!

Deixar um comentário

 
 



 

Sobre nós


O portal Deficiência Auditiva foi idealizado por uma equipe de profissionais preocupada em alertar a população sobre aspectos relacionados à deficiência auditiva.

Nossas Rede Sociais