Aparelho auditivo para criança é garantia de desenvolvimento normal

gustavo-piresOi! Meu nome é Gustavo Pires. Eu tenho 9 anos. Até os seis anos, eu achava que ouvia bem, mesmo pedindo, frequentemente, que repetissem o que era dito. Mas, lembro como se fosse hoje, um dia resolvi usar um fone de ouvido. Questionei minha mãe, que se chama Ana Paula, porque o aparelho do lado esquerdo não funcionava.  Foi quando descobrimos que eu tenho surdez unilateral.

Minha mãe decidiu, então, me levar a uma médica otorrino. Ela disse que eu estava com perda auditiva neurossensorial de grau profundo no ouvido esquerdo. Nome complicado, né? Todo esse nome para dizer que  meu cérebro não entendia muito bem a mensagem que entrava por essa orelha, que tinha apenas 30% de audição. Apesar disso, a médica falou que, como meu outro ouvido era bom, eu teria uma vida normal.

Mas minha mãe não ficou satisfeita e me levou a outro médico. Ele fez um exame de nome complicado, uma tal de audiometria. Ao contrário do que o outro especialista afirmou, este recomendou o uso de um aparelho auditivo, pois, segundo ele, se eu não treinasse a minha audição, ela ficaria cada vez mais comprometida.

Minha mãe esperou eu crescer um pouco mais e me levou de volta àquela primeira médica. Com ela, minha mãe pediu novos exames e questionou sobre a possibilidade de eu usar um aparelho. Foi quando ela me indicou a Gabriela, a minha fono, que me explicou sobre a importância de se utilizar uma prótese auditiva. De acordo com ela, se eu não fizesse isso, eu poderia perder o pouco de audição que eu ainda tenho no ouvido esquerdo.  Então  me recomendou um aparelho auditivo retroauricular (BTE), da Siemens.

Quando a Gabriela colocou o aparelho em mim, foi muito legal! Minha vida mudou para muito melhor! Eu me adaptei super bem. Conseguia ouvir tudo direitinho! Todo mundo da minha família achou legal! Minha mãe conta que foi o dia mais feliz da vida dela.

Depois que eu coloquei o aparelho, eu percebi o quanto, antes, eu não entendia direito o que as pessoas diziam porque eu não ouvia muito bem. Na escola, eu sempre fui bem nos estudos. Mas quando cheguei na 3ª série, eu não conseguia me concentrar direito. A turma passou a ficar maior. Tinha muita conversa, muito tumulto, e aquilo tudo me atrapalhava muito. Mas depois que eu coloquei o aparelho, eu passei a entender melhor os professores. Consigo prestar mais atenção nas aulas. Aí, minhas notas melhoraram!!!

Fiquei com receio de como os meus colegas da escola iriam reagir quando me vissem com o aparelho. A Gabriela me deixou mais calmo. Ela me disse que talvez eles fossem me perguntar o que era aquilo no meu ouvido, e que era só eu explicar que era para me ajudar a ouvir melhor, tal qual um par de óculos para quem não enxerga muito bem. Foi o que fiz. Eles até estranharam no começo, mas, hoje, nem ligam mais para isso.

Com o aparelho auditivo, minha vida mudou para muito melhor!

 

Colaborou com o texto a jornalista Patrícia Passarelli.

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Juliana Tavares

Juliana Tavares é jornalista, empreendedora, editora de conteúdo e diretora de atendimento da j2 Comunicação. É, ainda, colaboradora da Eaxdesign, em portais de negócios, comportamento, inclusão social e turismo.

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2 comentários

  1. ana paula oliveira disse:

    Adoramos a matéria é muito importante o uso do aparelho auditivo o quanto antes, assim que descobrir a perda auditiva, todos os profissionais devem ser procurados.
    O Gustavo melhorou muito após o uso do aparelho.
    Pais do Gustavo.

    • Juliana Tavares disse:

      oi, pais do Gustavo! Obrigada pelo carinho e pelo comentário. Parabéns pelo Gustavo e pela decisão de utilizar um aparelho auditivo! Que o exemplo dele inspire outras famílias que passam pela mesma situação! 🙂

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